Saúde Mental no Ensino Superior

O contexto do ensino superior coloca diferentes desafios aos estudantes, nomeadamente pelo confronto com novos ambientes interpessoais, pela alteração das metodologias de ensino e do ritmo de trabalho, pela maior exigência de diferentes currículos académicos, pelas expectativas colocadas face ao futuro profissional, pelo possível afastamento do contexto familiar/amigos e por questões financeiras (e.g., Barbosa et al., 2020; Costa & Leal, 2008; Guedes et al., 2019; Guisande, & Almeida, 2007; Leal et al., 2019; Moutinho et al., 2019; Oliveira et al., 2016; Rodrigues et al., 2020; Toti et al., 2018).

A literatura aponta para o aumento do risco de desenvolvimento de problemas de saúde mental neste grupo, estimando-se que entre 15% a 25% dos estudantes universitários sofra de algum tipo de problema ou perturbação mental durante a sua formação académica (Chan & Sun, 2020; Harrer et al., 2019).

A investigação realça que estes estudantes estão mais vulneráveis ao desenvolvimento de perturbações mentais, tais como a depressão, a ansiedade e o stress (Almeida, 2014; Bohry, 2007; Bayram & Bilgel, 2008;Campbell et al., 2022;Eisenberg et al., 2007), manifestando níveis superiores de sintomatologia, quando comparados com os da população em geral (Adlaf et al., 2001; Ibrahim et al., 2013).